Orientar? Não ensinar?


Considerandos!
Não diria que se rompa totalmente com o conceito actual de ensinar, no entanto, vejo aqui uma possibilidade diferente. Algo que todos nós temos a ensinar aos mais novos.
O nosso sentido de orientação.
Calculando os conteúdos, não podemos menosprezar a capacidade cognitiva do aluno. Em vez de debitarmos as matérias de aprendizagem de forma ordenada, penso que deveríamos criar uma estrutura de ensino que contemple o processo mental de assimilação, de pesquisa, que conduza o aluno a criar etapas de aprendizagem.
Não seria possível, preparar o raciocínio do educando, e fornecer-lhe as ferramentas necessárias à sua evolução, em detrimento da prioridade de aquisição de conhecimentos em determinadas áreas? Porque não exercitar o músculo mental de forma mais aliciante, que deverá conduzir, à vontade do saber?
Penso no professor, como um orientador. Não manipular, para que o aluno esteja atento nas aulas, mas sim aliciar e orientar, apoiando as suas decisões, ou apontando novos caminhos. Claramente devemos dar valor à capacidade do adulto de ajuizar, mas não, passar por cima dos interesses. Não acho boa ideia ir de encontro ao muro, que dificilmente poderemos derrubar, mas sim aprender a contorná-lo, e assim passar para o outro lado, com tempo e paciência.
Por vezes encontro-me em posições curiosas no ensino. Muitas vezes, e inadvertidamente, achei-me a colocar de lado os conteúdos, destinados a ser ministrados, e começar a elucidar os alunos sobre conceitos de responsabilidade, avisos claros de que a cada a acção se deve uma reacção. O mais curioso é que mesmo em crianças de 6 ou 7 anos, encontro atenção e preocupação.
Muito tempo atrás, a minha mãe foi impedida de continuar a estudar, aos 9 anos, e foi obrigada a trabalhar.
Nessa altura a responsabilidade e empenho era algo que a criança aprendia com muita dureza. Os tempos mudaram muito, e uma criança tem agora 13 ou 16 anos.
O que mudou nestes anos, o aluno ganha maturidade mais tarde? Ou terá sido o sistema de ensino/educação, que promoveu esse atraso de desenvolvimento. Penso que a capacidade humana não muda em 50 ou 60 anos. Penso que o grau de exigência para com o sistema, se deturpou entretanto.
Teremos de achar o equilíbrio entre o desenvolvimento, maturidade, e a capacidade de continuar a ser criança, tão importante é o período de juvenilização como fomento da sua evolução.
Talvez devido a tudo por que passei, enquanto estudante, e posteriormente como professor e profissional de comunicação, tenha deixado algumas destas marcas.
Talvez por ter feito uma carreira aleatória no ensino, em que comecei pelo apoio na faculdade, seguido dos 6º e 7º anos, depois derivando para o secundário, colocado com turmas de estudantes/trabalhadores, assumir direcções de turma e de grupo, entender o terror dos alunos de 12º ano, muito mal preparados para ingressar no superior, me tenha aproximado dos problemas de que falo.
Sinto necessidades de pesquisa, penso nos modelos ideais de que se fala e são praticados noutros países.
Estará já a formula certa no meio dos nossos dedos?
Estará a hipótese de formar auto-alunos, mesmo nos níveis mais jovens, assim tão distante? E será a opção correcta? Serão os actuais professores capazes de seguir tal tarefa?
São questões que me aliciam a procurar resposta.
É preciso estar com atenção. Eu acredito nas crianças.
 
 
 
Bibliografia utilizada:
A Experiência pessoal.
Objectivos futuros:
Desenvolver uma pesquisa sobre o processo de aprendizagem e tomada de consciência da criança. Procurar respostas.

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